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3 mitos sobre nutrição animal que você não pode errar!

2017-07-10


Afinal, cada caso é um caso, pois as regiões ou rebanhos possuem características e peculiaridades específicas.

Muitas vezes, o produtor pode achar que está fazendo o melhor procedimento ou a melhor formulação para o seu gado, mas, por falta de conhecimento técnico, pode colocar tudo a perder!

Dessa maneira, é sempre muito importante que busquemos informações de fontes confiáveis, já que a nutrição correta é um dos itens que demandam maior custo e estão intimamente relacionadas a produtividade.

Conheça, neste post, os principais mitos relacionados à nutrição animal Brasil afora.

1# Devo suplementar o gado somente no inverno!

Mito! Se você fizer suplementação só no inverno, pode estar perdendo dinheiro!

A grande maioria da produção de carne, no Brasil, ocorre a pasto e a principal consequência danosa dessa situação vem sendo a alta incidência de pastagens degradadas no país. Com isso, em algumas regiões a pecuária a pasto se torne uma atividade improdutiva por não conseguir atender toda a necessidade nutritiva do gado. Por isso, será também essencialmente danosa ao meio ambiente.

Seguindo essa premissa, a função principal da suplementação é suprir os nutrientes que estão em déficit nas pastagens. Portanto, suplementar o gado é uma necessidade em todas as estações, sendo imprescindível para o processo de desenvolvimento do animal.

2# Sal Mineral é tudo igual!

Este é um mito e explicaremos o motivo! Qualquer sal mineral é uma mistura de vários elementos, óxidos e minerais. Um produtor pode simplesmente comprá-los e misturá-los, certo?

Sim! Qualquer um pode fazer a mistura. Mas misturar da forma correta garantindo boa disponibilidade ao gado e eficiência - só os profissionais da área! Neste caso, eles devem considerar alguns pontos.

O primeiro ponto que devemos considerar é a formulação (e não mistura!) deste sal, ou seja, as quantidades de cada elemento visando determinadas concentrações finais dos nutrientes no produto final. Uma má formulação não será nada eficaz. Assim, mesmo que o animal consuma esse sal mineral, ele não terá as suas exigências atendidas.

Além do mais, existem sais minerais proteinados, energéticos e muitos outros tipos de formulações. Portanto, definitivamente, sal mineral não é tudo igual!

3# Ureia em excesso mata? Isso é um mito (dizem os antigos!)

Na verdade, o mito é falar que ureia em excesso não mata, esta afirmação é totalmente infundada.

O uso da ureia como suplementação nitrogenada é a fonte de proteína mais atrativa economicamente, já que possui vantagens produtivas à atividade pecuária. Assim, melhorando o consumo de matéria seca, aumentando a absorção e a conversão alimentar da forragem ingerida pelo animal. Porém, o seu excesso pode causar uma séria intoxicação ao animal!

Surtos de intoxicação por ureia ocorrem após a ingestão excessiva ou com moderadas quantidades sem adaptação prévia. Dessa forma, em rações para ruminantes, a ureia não deve exceder 3% da ração concentrada ou 1% da dieta total. Doses de ureia superiores a 0,44g/kg de peso vivo em animais em jejum podem ocasionar sinais clínicos e doses de 1-1,5g/kg levam até a morte.

Saiba que a ureia trás benefícios quando administrada corretamente, mas se oferecida em excesso pode matar!

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