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Eficiência no manejo de bezerros leiteiros

2017-07-10




Sabemos que o desenvolvimento animal na pecuária leiteira é dividido em etapas. Durante o ciclo de vida de uma vaca leiteira, ela será novilha, estará gestante, algumas vezes, por longos períodos produzindo leite e poderá também estar vazia. Mas é claro que, antes de tudo isso, ela será uma bezerra. Uma boa vaca leiteira é aquela que cria uma bezerra por ano e traz eficiência ao sistema de produção de leite. Porém, mais importante do que criar é a capacidade da propriedade em proporcionar um ambiente adequado para que haja um desenvolvimento animal priorizando a saúde e a performance atendendo aos anseios do produtor rural.

Logo, para o sucesso da pecuária de leite, é imprescindível atentar-se ao correto manejo das bezerros de leite, cujas fêmeas serão as geradoras de renda amanhã. Veja, no artigo de hoje, porque a eficiência no manejo de bezerros  é essencial para o bom desenvolvimento do animal leiteiro. Acompanhe:

Adaptação rápida ao novo meio

A partir do momento em que nascem, as bezerras enfrentam um novo mundo e encontram um ambiente totalmente novo para elas, assim, necessitando de adaptação rápida ao novo meio. Para auxiliar essa adaptação, após o nascimento, dois pontos críticos devem receber os cuidados de um bom manejo de bezerros de leite: ingestão de colostro e cura do umbigo.

Ingestão de colostro

Ao nascerem, as bezerras não apresentam níveis de anticorpos no sangue, logo, ficam susceptíveis a infecções ambientais. Assim, o primeiro manejo a ser realizado será a oferta colostro aos recém-nascidos. O colostro deverá sempre ser de alta qualidade e fornecido o mais rápido possível, no máximo até seis horas após o nascimento. Preferencialmente, mamado na vaca. Dessa forma, o bezerro irá adquirir a proteção necessária pós-nascimento.

Cura do umbigo

Por estar em um ambiente aberto, o umbigo pode ser uma fonte de entrada de patógenos bastante significativa. Assim, há a necessidade que se realize a cura deste umbigo através da imersão completa do mesmo em uma solução de iodo, na concentração de 10%. Esta operação deve ser repetida até a completa cicatrização. Esse manejo é fundamental, pois impede a entrada e multiplicação de microrganismos que futuramente podem causar doenças.

Manejo na fase de aleitamento

A fase do aleitamento é aquela onde será fornecido leite à bezerrada. Este leite pode ser oferecido via aleitamento artificial ou aleitamento natural.

Aleitamento artificial

No aleitamento artificial, as bezerras são separadas da vaca, logo após o nascimento, e recebem a dieta líquida (leite, colostro excedente ou sucedâneo de leite) em baldes, mamadeiras ou biberões que são ofertados pelo tratador.

As principais vantagens do aleitamento artificial são:

  • Racionalização do manejo dos animais, separando as bezerras das vacas;
  • Possibilidade de uma ordenha mais higiênica;
  • Maior controle da quantidade de leite ingerida pelos animais, controlando assim o seu peso;
  • Menor incidência de doenças;
  • Possibilidade do controle de custos na fase de cria.

Há diferentes sistemas de aleitamento artificial, mas na prática, o período de aleitamento artificial tem duração de 60 dias, com a oferta de 2 litros pela manhã, mais 2 litros pela tarde.

Aleitamento natural

Com o aleitamento natural, o bezerro mama diretamente no úbere da vaca. Este sistema geralmente é indicado em propriedades cujo plantel é composto por rebanhos considerados puros ou com alto grau de sangue das raças zebuínas. Isso porque, essas vacas, quando ordenhadas, costumam "esconderem o leite" na ausência do bezerro.

Além disso, outras condições indicam a recomendação do aleitamento natural, como, por exemplo, a produtividade média diária de leite por vaca inferior a oito kg e mão de obra ineficiente quanto à disponibilidade e à higiene necessária para se aleitar bezerros artificialmente.

Manejo após o desaleitamento (60 dias de idade)

O pós-desaleitamento é um período crítico no sistema de produção de bezerras leiteiras que deve receber atenção especial do tratador, já que é o momento em que os animais passam por muitas mudanças, como:

  • Há a mudança da alimentação líquida para sólida;
  • Neste período a bezerra se transforma em um verdadeiro ruminante, assim tem que se adaptar a novo processo de digestão e fermentação;

Vale ressaltar que o estresse no desaleitamento pode aumentar quando outras práticas de manejo são executadas ao mesmo tempo (descorna, mudança de instalação, mudança na dieta, etc.). Assim, para reduzir o estresse recomenda-se a permanência dos bezerros no mesmo ambiente por mais duas semanas, após a retirada da dieta líquida, com os animais recebendo água e o mesmo concentrado e volumoso. Com isso, o estresse tenderá a ser menor.

Após o desaleitamento, a bezerra é encaminhada a um lote de transição, seguido de um lote coletivo, onde haverá a disponibilidade de água a vontade, além de concentrado e volumoso seguindo as recomendações de cada sistema produtivo.

Importância da avaliação constante do manejo das bezerras

Tão importante quanto todas as etapas do manejo, a avaliação das bezerras é uma atividade imprescindível. Por meio dessa prática o tratador conseguirá mensurar o desenvolvimento do animal na sua fase inicial, assim, promovendo adequações ou auxilio veterinário, caso julgue a necessidade.

A principal avaliação é a pesagem dos bezerros. Ela é importante para avaliar o desenvolvimento da bezerra, sendo também um dos principais critérios utilizados para definir o momento da desmama.

Lembre-se sempre que: o manejo de bezerros de leite que você fará,hoje, irá ajudar a definir o quão produtiva será sua vaca amanhã.

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